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De repente já nos trinta

De repente já nos trinta

Revoltas

29.03.15, Girl About Town

 O meu namorado trabalha numa empresa praticamente falida, que já devia ter fechado há muito tempo, mas que graças a uma coisa fabulosa que inventaram o PER - Processo Especial de Revitalização ainda não fechou, nem sabemos se fechará.

O PER foi aprovado a mais de um ano e os funcionários continuam a receber mal, vão recebendo o salário as prestações, quando o patrão quer, subsídios, horas, e o que ficou congelado no âmbito do PER e que devia ter começado a ser pago no início do ano e que ainda não foi, nem vê-lo.

Ora contas feitas, se recebe se o que lhe devem já dava para irmos de férias para as Caraíbas, comprar um bom carro, quem sabe casar.

Mas o importante nem é isso.

O que me deixa os nervos em granja, é que não lhe pagam, dizem que não pagam e que ninguém os vai obrigar a pagar, o sindicato onde a maioria dos funcionários andam também não faz nada, a administradora do PER diz que não é nada com ela e ficamos assim sem saber muito bem o que fazer.

Quem é responsável por fazer cumprir um plano aprovado por um tribunal?

Parece que ninguém!

Já vi que é muito fácil pedir um PER, obter aprovação do mesmo, muitas vezes são apresentados planos de negócios que não fazem o menor sentido e que vê a léguas que aquilo não corresponde minimamente a realidade e mesmo assim são aprovados.

Depois na realidade da empresa, vemos que os patrões nada fazem, mantêm o mesmo género de gestão que levou ao PER e mesmo sabendo que já não a volta a dar, que não tem como pagar os subsídios, mal pagam os salários, devem a bancos, fornecedores, basicamente estão na insolvência, preferem manter a empresa aberta, vão metendo o que podem ao bolso e os funcionários continuam a receber apenas o salário e mal.

E o que podemos fazer?

Sei que existem algumas medidas que podem ser tomadas, mas não tenho conhecimento de nenhuma que seja totalmente eficaz.

Vamos nos dirigir a ACT - Autoridade para as Condições do Trabalho, Segurança Social e ver o que nos dizem, quais as opções.

Espero que seja possível fazer alguma coisa, que alguém possa responsabilizar a empresa pelos seus atos, que eu gosto de pensar que vivo num pais decente onde se fazem cumprir as leis.

Que eu saiba os patrões ainda são obrigados  apagar pelos serviços prestados pelos funcionários.